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O que é conceito de inteligência para governo e por que é tão relevante pensar sobre isso hoje?

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Nas últimas décadas, o volume de dados cresceu abruptamente, tornando complexo a gestão do conhecimento. Ter à disposição informações pertinentes e confiáveis é uma vantagem competitiva bastante valorizada atualmente pelos governos e pela iniciativa privada.

Ao transformarem dados e informações em conhecimento, as organizações são capazes de identificar ameaças e oportunidades ao seu entorno, tomando decisões inteligentes e estratégicas.

Neste post, vamos destacar o conceito de inteligência, a colaboração da tecnologia na adoção de medidas inteligentes e as perspectivas de como a união entre o avanço tecnológico e o uso racional dos dados pode fazer a diferença no futuro. Confira!

Conceito de inteligência

A atividade de inteligência consiste em várias iniciativas especializadas para obter, analisar e interpretar dados, os transformando em conhecimento objetivo e oportuno para o assessoramento do processo decisório ou planejamento estratégico, além de medidas para a proteção da informação, recursos, pessoas, ativos e estruturas relevantes a uma organização ou Estado.

Essa iniciativa, que se divide no ramo de Inteligência e de Contrainteligência, é essencial para dar mais segurança aos governos, às instituições e aos cidadãos. Enquanto a inteligência abrange a produção de conhecimento, a contrainteligência adota medidas para prevenir, detectar, obstruir e neutralizar as atividades da inteligência dos rivais e outras ações que ameaçam a integridade dos dados e o conhecimento gerado para proporcionar mais tranquilidade aos segmentos sociais.

Quando um concorrente possui informações concretas sobre a estrutura de segurança de outra organização (recursos usados, procedimentos etc.), maiores são os riscos de haver vazamento de dados que podem comprometer a imagem da instituição.

Por isso, a contrainteligência deve fazer um estudo detalhado de como funciona a inteligência de outros atores sociais (concorrentes, criminosos, inimigos), acompanhar a postura das pessoas envolvidas no processo e ter um controle sobre os documentos sensíveis relativos à estratégia da organização.

Esse segmento da inteligência também deve agir de forma a evitar que assuntos de caráter sigiloso sejam expostos de forma desnecessária. Ou seja, algo que deve ser tratado apenas no âmbito interno da organização, não pode ser conhecido pelo público externo.

Uso da inteligência ao longo da história

A atividade de inteligência remota à antiguidade, porém o seu desenvolvimento se deu nas grandes guerras, especialmente na Segunda Guerra Mundial e na Guerra Fria. A preocupação constante das grandes potências com o inimigo externo, juntamente com o desenvolvimento do aparato de defesa ocasionado pela Era Industrial, consolidou a inteligência militar estratégica em diversos países.

Com a Guerra Fria, o setor de inteligência passou por duas modificações marcantes. Uma delas é a entrada de acadêmicos que introduziram o processo de avaliação dos dados com mais rigor e precisão. A segunda mudança foi provocada pelo avanço tecnológico que permitiu o surgimento de agências especializadas na análise de imagens, sinais e criptografia.

Por um longo período, a inteligência baseou-se na esfera diplomática e militar. Contudo, com o final das grandes guerras, os alvos da Inteligência diferenciaram-se para o crime organizado, terrorismo, entre outros riscos à ordem interna, ligando a atividade também ao policiamento e à segurança pública.

No Brasil, a Inteligência de Estado desenvolveu-se durante o regime republicano, em especial a partir de 1927, com a instituição do Conselho de Defesa Nacional. Desde então vários órgãos se sucederam, acompanhando a conjuntura nacional e internacional, dentre eles a Agência Brasileira de Inteligência, criada em 1999.

No âmbito público, notamos o desdobramento da atividade de inteligência em diversas matérias, como Inteligência Militar, de Estado, Civil, de Segurança Pública, Fiscal, Financeira, Pericial, etc.

A inteligência também influenciou o mundo corporativo. Nas últimas décadas, os conhecimentos da atividade a princípio militar passaram a ser aplicados aos negócios, surgindo diversas denominações como Business Intelligence, Tecnologia da Informação e Inteligência Competitiva por exemplo. O setor empresarial passou a utilizar métodos estratégicos para se proteger e se fortalecer competitivamente das organizações.

Colaboração da tecnologia nesse processo

Com a era do conhecimento, o fluxo de informações e o modo como se espalham passou a ocorrer de forma cada vez mais rápida. Para tratar toda essa massa de dados, além do capital humano, a atividade de inteligência passou a contar com o suporte de soluções tecnológicas de alto nível.

Essa iniciativa facilita o trabalho de inteligência de forma considerável e se tornou decisiva para a gestão do conhecimento. Ao dotar pessoas com ferramentas e mecanismos que potencializam suas ações, é possível otimizar recursos e processos da organização, ampliar a geração de conhecimento e a efetividade das estratégias traçadas.

Diante desse cenário tecnológico, as organizações obtêm grandes vantagens competitivas por meio das diversas aplicações inovadoras disponíveis, ao automatizar todo o processo de coleta, cruzamento e análise de dados, os transformando de maneira rápida em informações consolidadas para a tomada de decisão.

Esse trabalho deve ser feito por profissionais de inteligência qualificados e capazes de identificar oportunidades, avaliar cenários e acompanhar ameaças reais ou potenciais em tempo real. Dessa forma, é possível ter foco em mecanismos para eliminá-las o mais rápido possível. Isso mostra que a parceria entre tecnologia e conhecimento humano deve fazer parte das atividades do setor.

Em um mundo marcado por incertezas nos segmentos político, econômico, militar e de segurança pública, a inteligência é um fator primordial para a elaboração de estratégias que possam gerar resultados mais positivos para os governos e as organizações.

Perspectivas

O avanço tecnológico e a relevância do conhecimento na sociedade atual fazem com que a atividade de inteligência seja cada vez mais decisiva para o sucesso das organizações.

Um dos motivos é a necessidade de proteger as informações, considerado o principal ativo para o setor público e as corporações. Nesse cenário, é fundamental que seja fortalecida a cultura de proteger os dados e de usá-los de maneira correta e inteligente.

O Brasil, recentemente, publicou a Estratégia Nacional de Inteligência, complementando a Política Nacional de Inteligência e o Plano Nacional de Segurança Pública que, apesar de seus avanços, precisam ser constantemente aperfeiçoados para tornar o combate à criminalidade mais eficaz.

No setor público, é crucial desenvolver a mentalidade de inteligência que valorize a utilização e o tratamento das informações institucionais. Esse trabalho passa por três fases: sensibilização, conscientização e capacitação.

Na primeira, os gestores devem verificar como a atividade de inteligência é importante atualmente. Na segunda, é fazer com que os dirigentes vejam como a inteligência pode ser eficiente e eficaz para resolver diversos problemas relacionados à segurança pública. Na última, as autoridades devem unir a teoria com a prática para utilizar os métodos e as técnicas de inteligência na rotina profissional, aumentando a eficiência nos gastos operacionais.

No Brasil, as ações para proteger o patrimônio e os dados do setor público e da iniciativa privada tendem a ser cada vez mais sofisticadas objetivando o combate do crime organizado em todas as suas esferas.

A tendência é que as ações de inteligência estejam cada vez mais alinhadas com as novas tecnologias. Um exemplo disso é a implementação de Centros de Inteligência em diversas regiões do país, integrados a um centro nacional para combate à criminalidade, e que contará com a cooperação de diversas forças de defesa e segurança.

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Por Luciana Fernandes


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