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Entenda a relação entre a inovação e a inteligência governamental

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O surgimento de tecnologias traz muitos benefícios para os diversos processos de gestão pública. Entretanto, ele traz também alguns desafios. Afinal, é preciso desenvolver estratégias para que as inovações tecnológicas não se tornem um obstáculo, mas que sejam implementadas de forma a otimizar o trabalho dos servidores.

Na prática, estamos falando de aplicar essas soluções em sinergia com a inteligência governamental. Por isso, elaboramos este post para mostrar qual a relação entre ambos os conceitos. Para complementar, destacaremos um modelo que permite aliar inovação e inteligência governamental. Confira!

A relação entre inovação e inteligência governamental

Se a inteligência governamental tem como objetivo dar mais coerência às tomadas de decisão, é preciso se questionar sobre de que forma as novas tecnologias se encaixam nesse processo. Informações bem organizadas e estruturadas fazem com que a intuição humana não seja uma ferramenta aplicada sem embasamento algum.

A inovação é parte do desenvolvimento social, empresarial, econômico etc. Tomemos como exemplo a relação entre segurança pública e criminalidade. Se a forma de cometer crimes passa por inovações constantes — como ciberataques e sequestros de dados —, é preciso inovar também na forma de combater esses males.

E não se trata apenas de acompanhar novas demandas da população e adaptar os serviços prestados. A inovação traz consigo a otimização dos processos — ela dá mais qualidade e reduz o custo das atividades.

Os conceitos de Gestão do Conhecimento (GC) e Inteligência Organizacional (IO) têm crescido em importância no setor privado, provendo práticas e processos que visam a criação e aplicação do conhecimento. Isso fez com que os órgãos governamentais abrissem os olhos para tais questões.

As práticas de GC, por si só, geram sobrecarga de informações e gastos adicionais com consultoria na maioria das organizações. Por isso, é fundamental implementá-la em parceria com a IO, pois essa união garante um cenário mais adequado para o equilíbrio entre os alicerces da inteligência — dos quais trataremos mais à frente.

Elas ajudam a criar, aplicar e monitorar atividades e projetos que atendam à população brasileira durante processo de maior industrialização. O objetivo é que sua implementação em órgãos de gestão pública oriente os gestores no desenvolvimento de suas estratégias de ação.

Em outras palavras, é preciso investir na mudança da cultura organizacional para que seja possível adotar novas tecnologias e processos. O cerne da questão está em não ignorar as novas tecnologias, mas também não implementá-las sem planejamento. É preciso ter a inteligência governamental como alicerce para qualquer mudança.

Questões como o grau de abertura da organização para receber sugestões de seus profissionais, por exemplo, devem ser avaliadas. Entre os desafios mais significativos, podemos destacar a cultura de resistência a mudanças e de retenção de conhecimentos.

Como consequência, aumenta a dificuldade para promover o desenvolvimento de competências e a aprendizagem coletiva, além de prejudicar o trabalho colaborativo na administração pública.

Isso envolve renovar nosso conhecimento e repensar hábitos já estabelecidos. Grosso modo, estamos falando do mesmo princípio que move a ciência: questionar as próprias certezas e buscar evidências que respondam com mais clareza às nossas perguntas.

A proposta de um modelo de inovação e inteligência governamental

O modelo aqui apresentado tem como base três pilares essenciais: estratégiaprevisão e ação. Por mais que existam algumas similaridades com o setor privado, é importante ter em mente que a inteligência governamental utiliza outros parâmetros para alcançar seus objetivos — que também são diferentes.

Portanto, tenha em mente, ao lidar com cada pilar, critérios como o bem-estar social, a eficiência das operações do Estado, o crescimento econômico, a diminuição da desigualdade social, entre outros.

A função básica desses pilares é auxilar na automatização do processo, ou seja, definir um objetivo e como alcançá-lo.

Estratégia

Seja de forma planejada ou não, adotamos novas tecnologias todos os dias, tanto na vida pessoal quanto na profissional. A diferença é que a falta de planejamento pode gerar impactos indesejados e uma demora maior na adaptação. Por outro lado, ela pode dificultar também a substituição dessa tecnologia no futuro, pois ela se cristalizou em diversos processos sem uma estratégia clara.

Para deixar mais claro, pense nos smartphones. Há pouco tempo, eles nem sequer existiam e vivíamos normalmente. Hoje, dependemos inteiramente deles para diversas tarefas que antes eram executadas de outras formas — sem falar nas novas possibilidades que eles trouxeram. Afinal, quanto tempo demoramos para adotar totalmente as ferramentas dos smartphones, fazendo isso sem um planejamento prévio?

O pilar da estratégia visa evitar um cenário muito comum no setor público: uma nova tecnologia é implementada para um processo pontual e simples; em pouco tempo, ela se torna essencial, mas também causa dependência. Os benefícios alcançados correm o risco de serem limitados, assim como as dificuldades podem ser maiores do que deveriam. Os servidores não conseguem imaginar como desempenhariam aquela função sem a ferramenta.

É preciso ter em mente que a tecnologia permite uma extensão da capacidade humana, seja ela física ou psicológica. A pessoa não deixa de estar envolvida no processo. Por isso, é fundamental definir uma estratégia para utilizar os novos recursos, de forma que eles se tornem um meio para alcançar um objetivo, e não o único caminho. Certamente, eles serão substituídos por outros mais eficientes, no futuro.

O pilar da estratégia envolve identificar quem são os envolvidos no processo, para poder capacitá-los, qual o custo da implementação, quais os processos que sofrerão modificações etc. É preciso delinear um panorama geral daquilo que se pretende fazer e estabelecer um planejamento estratégico, incluindo um cronograma.

Previsão

A eficiência de uma estratégia, seja para o setor público ou privado, depende do estabelecimento de certos critérios para sua implementação. Afinal, é necessário desenvolver formas de avaliar se o objetivo planejado está sendo alcançado. É disso que se trata o pilar da previsão.

Definir indicadores e parâmetros claros, preferencialmente quantificáveis, é essencial para entrar na etapa de execução. Uma inovação tecnológica causa diversos impactos. Sem uma expectativa clara de como cada servidor deve agir após a implementação, os benefícios podem ser ofuscados pelas dificuldades.

É preciso modificar os processos e a atuação dos profissionais perante a nova tecnologia — e isso inclui a forma de pensar e organizar o trabalho.

Ação

Por fim, o pilar da ação estabelece a necessidade de monitoramento e suporte na implementação. Servidores adaptados a certas tecnologias tendem a ter dificuldade, ou mesmo receio, da inovação de seus processos. Por isso, é preciso estabelecer metas individuais e coletivas, assim como dar suporte para que elas sejam alcançadas.

Todo o trabalho realizado com base nos dois outros pilares será refletido na etapa de ação. Porém, há sempre a possibilidade de surgirem obstáculos não previstos. Tudo depende da tecnologia e do impacto que ela causa nos processos como um todo.

Buscar o auxílio de especialistas no assunto deve ser sempre uma alternativa em pauta. É possível garantir agilidade e qualidade nos três pilares em parceria com profissionais capacitados e experientes.

Portanto, é viável uma boa relação entre inovação e inteligência governamental em todos os níveis do setor público.

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Por Luciana Fernandes


As opiniões e conteúdos expressos neste blog são responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores. O conteúdo é fornecido apenas para fins informativos e não representa a opinião da Suntech S.A./Verint.


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