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Cidades digitais: entenda o que é uma safe city!

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A transformação digital pela qual estamos passando vem causando uma verdadeira revolução na gestão pública. Hoje, a tecnologia está inserida na maior parte dos serviços voltados à população. Além disso, ela constitui o alicerce do modelo de sociedade que vem tomando forma em todo o mundo: as cidades digitais.

Estamos falando de algo maior do que uma simples tendência. Diversas cidades ao redor do globo já estão inovando na segurança pública ao investir em tecnologias voltadas ao setor, criando o conceito de safe city. Pensando nisso, criamos este post com tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Confira!

O programa Cidades Digitais

Em um mundo onde a tecnologia desempenha um papel tão importante na vida das pessoas, democratizar o acesso aos seus benefícios é parte fundamental de qualquer projeto de gestão pública. É com base nesse pressuposto que o programa Cidades Digitais promove a inclusão da população no ambiente on-line.

Isso é feito por meio do investimento em infraestrutura de rede, pontos de acesso público à internet, sistemas de gestão e capacitação dos servidores. O objetivo é facilitar o acesso da população aos serviços essenciais como saúde, educação e segurança. O cidadão brasileiro de diversas cidades já vivencia essa realidade e seus benefícios.

O programa visa mais do que simplesmente solucionar problemas pontuais. É um passo importante em direção a uma nova forma de atender às demandas da população, oferecendo serviços de qualidade por meio da tecnologia. O mais interessante é que cada município pode desenvolver o projeto de acordo com suas prioridades.

Rio de Janeiro é uma cidade exemplar no que diz respeito ao planejamento para se tornar uma smart city, aparecendo em segundo lugar no Ranking Connected Smart Cities 2016 (atrás apenas da cidade de São Paulo). Oferecer conexão de qualidade é um dos pilares desse projeto — nos últimos anos, a prefeitura investiu em mais de 460 quilômetros de fibra óptica para proporcionar internet de alta velocidade para toda a população.

Já outras cidades, como Melbourne, na Austrália, investem em aspectos como a integração dos cidadãos, mobilidade e meio ambiente. O ponto fundamental é analisar as necessidades de cada região e focar em questões essenciais para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

A segurança pública é um tema cada vez mais presente nas discussões relacionadas ao plano de governo do Brasil. Dada a urgência de implementar políticas mais eficientes para garantir o bem-estar social, o Cidades Digitais surgiu como uma importante estratégia de melhoria da segurança nos municípios.

O que é uma Safe City

O conceito de safe city (cidade segura) parte do princípio de implementar soluções tecnológicas — e interconectá-las — para melhorar a qualidade da segurança pública de um município. Grosso modo, a ideia é trazer inovação aos projetos de segurança vigentes nas cidades, extraindo o máximo de benefícios que a transformação digital oferece.

Podemos tomar Medellín, na Colômbia, como um grande exemplo de safe city de sucesso. A cidade, que por muito tempo foi associada ao cartel de drogas, é hoje uma referência mundial no uso de tecnologia para a segurança pública.

O projeto teve como foco desde medidas básicas, como a redução do tempo de resposta a ocorrências por meio da eliminação de alarmes falsos, até complexos sistemas de monitoramento. Algo já visto até mesmo no Brasil é a implantação de redes de fibra óptica para estruturar a rede de câmeras de vigilância.

O financiamento público é essencial para dar início a um projeto desse tipo. É preciso instalar não só as câmeras e a rede de fibra óptica, mas também antenas, pontos de rede Wi-Fi etc. Ao contrário do que muita gente acredita, o acesso gratuito à internet colabora para a eficiência do sistema.

Com um aplicativo desenvolvido especificamente para isso, é possível que o cidadão acesse o sistema da cidade e faça até mesmo uma denúncia ou um chamado de emergência. O monitoramento é otimizado conforme os próprios habitantes passem a colaborar com ele. Afinal, eles podem ver o que as câmeras não alcançam.

Se um cidadão vivencia uma situação de risco e aciona um botão do pânico, por exemplo, o sistema acessa a localização de seu celular e envia as informações imediatamente para a polícia — isso inclui as características do local, para que o acesso seja feito com a viatura adequada.

No centro de monitoramento, os profissionais envolvidos recebem o chamado e acessam as câmeras mais próximas para dar suporte à atuação da equipe enviada. É possível, inclusive, acessar e controlar o sistema de semáforos para otimizar o trajeto até o local.

Esse tipo de ação é autorizada previamente durante o cadastro do aplicativo junto ao serviço público. Afinal, é do interesse coletivo manter um sistema mais eficiente para atender às emergências da população.

Um ponto a ser destacado é que esse investimento em tecnologia gera também novos empregos, colaborando para a ascensão econômica da cidade.

Cidade Inteligente x Cidade Digital

O conceito de Cidade Inteligente visa a ampliação das estratégias de gestão para que todos os serviços públicos sejam otimizados, eliminando processos obsoletos e substituindo-os por outros mais eficientes. A inovação é parte central desse processo, mas é preciso ter cuidado para não confundi-lo com a Cidade Digital.

Digital não quer dizer necessariamente inteligente. Oferecer acesso gratuito à internet e implementar câmeras de segurança não constitui uma smart city. Para isso, é preciso que essas tecnologias estejam conectadas e interajam entre si, criando uma rede de gestão pública cada vez mais unificada.

A inteligência está também no desenvolvimento sustentável e na eficiência energética, por exemplo. A Cidade Digital se refere a um contexto mais específico, no qual soluções tecnológicas interconectadas dão suporte às políticas públicas municipais.

A Cidade Digital e a interação do cidadão

Parte importante da Cidade Digital está na interação do cidadão com os sistemas implantados. O botão do pânico, citado anteriormente, é um bom exemplo. Por sua vez, as soluções de consciência situacional também colaboram no aprimoramento das iniciativas de segurança e proteção do município.

Essas ferramentas coletam e correlacionam, em tempo real, informações provenientes de vários sensores (por exemplo, câmeras de vigilância, redes sociais, localização móvel, bases de dados e estações climáticas). A partir desses dados, elas geram uma visão única para que órgãos e autoridades possam responder a diversas situações de maneira eficiente.

Soluções de inteligência web permitem às autoridades identificar tendências e situações de risco a partir do conteúdo de postagens relacionadas ao município e à geolocalização — utilizando parâmetros previamente estabelecidos e alertas proativos. Assim, é possível agir rapidamente com base em insights gerados pela população sobre questões específicas do cotidiano: uma via interrompida, uma área alagada, focos de doenças, assaltos etc.

Softwares de análise de vídeo são outro exemplo importante no contexto da safe city. As câmeras capturam imagens e as enviam em tempo real pela rede de fibra óptica a uma central. Nela, o software pode executar diversas funções, como reconhecimento facial ou de comportamento suspeito.

Sensores de movimento e outros equipamentos de segurança também podem contribuir para a formação de um sistema a cada dia mais eficiente. Além da colaboração da população, os sistemas são integrados, os processos são automatizados e a qualidade se torna significativamente maior.

Como você pode ver, a transformação digital nos aproxima de um futuro no qual todos viveremos em cidades digitais. Faça já uma avaliação e coloque a tecnologia para trabalhar a seu favor!

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Por Luciana Fernandes


As opiniões e conteúdos expressos neste blog são responsabilidade exclusiva de seus respectivos autores. O conteúdo é fornecido apenas para fins informativos e não representa a opinião da Suntech S.A./Verint.


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