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Cibersegurança: conheça as principais ameaças e entenda porque a automação é relevante

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Com a disseminação em larga escala dos recursos de tecnologia da informação, é natural que as ameaças relativas à cibersegurança cresçam na mesma proporção. Como a informação passou a ser um dos principais ativos para as empresas, os ataques estão cada vez mais elaborados e com maior potencial de danos.

Em função desse quadro, o modelo tradicional — com apenas um analista ou profissional responsável por todos os aspectos de segurança da informação — perdeu eficiência. Diante da necessidade de uma análise ampla acerca de fatores como escopo e profundidade do ataque, aliada à urgência de uma solução plena, a automaçãosurge como uma poderosa aliada no combate aos crimes virtuais.

Neste post, vamos abordar as ameaças de cibersegurança que se mostram mais relevantes, bem como apresentar de que forma a automação, em especial com o uso de recursos de inteligência artificial, pode auxiliar no processo de prevenção e resposta aos ataques. Boa leitura!

Principais ameaças de cibersegurança

Atualmente, estão em evidência ataques relacionados com ransomware (ou “sequestro” de informações), Advanced Persistent Threat (APT) — mais elaborado e fazendo uso de técnicas de inteligência e espionagem — e phishing, que depois pode levar a ataques mais complexos.

De forma geral, são três modalidades de ataque que precisam ser consideradas, a saber: ataques de fora pra dentro (uma empresa brasileira atacada por um invasor de outro país, por exemplo); de dentro pra fora (quando um computador já invadido é usado como uma espécie de “trampolim” para um ataque externo); e de dentro pra dentro, nos casos em que o malware age de forma horizontal dentro da mesma rede, em busca de novos privilégios de acesso e informações.

É importante, assim, que as soluções de segurança consigam identificar o tipo de ameaça, de modo a atuar de maneira eficiente no atendimento à demanda. Também é essencial uma avaliação precisa sobre o risco, que é composto por duas variáveis: a ameaça em si e o grau de vulnerabilidade das informações da empresa.

Com relação à ameaça, trata-se de um fator externo, que foge à governabilidade da empresa. Já a vulnerabilidade tem a ver com aspectos internos, como o quanto os sistemas estão expostos e desprotegidos, assim como a educação dos colaboradores no que diz respeito a boas práticas de segurança. É nesse ponto que a prevenção pode ser mais efetiva.

Fatores que ampliam as ameaças

Como já mencionado, a popularização dos recursos tecnológicos abre portas para ataques que podem comprometer a cibersegurança. Um processo de APT, por exemplo, é realizado em etapas. Assim, quanto maior a “superfície de ataque”, tanto maior serão as chances de êxito e a necessidade de cuidados por parte dos administradores da rede.

Por isso, dispositivos móveis e a internet das coisas (IoT) são recursos que podem servir como entrada para um ataque mais elaborado. Um invasor pode encontrar em um celular da empresa, por exemplo, a facilidade para entrar no sistema e depois atuar em outras frentes a partir dessa presença. Eis o motivo pelo qual esses dispositivos precisam também estar contemplados na política de segurança da organização.

De forma análoga, processos de Big Data permitem que sejam obtidas informações que facilitam o planejamento de um ataque. Mais que isso, os dados possibilitam que se entenda a lógica dos sistemas de proteção, proporcionando condições para o desenvolvimento de ações de invasão mais difíceis de detectar.

Uma nova abordagem de proteção a ameaças cibernéticas

Até recentemente, era comum que a tarefa de proteção do parque tecnológico contra ameaças ficasse a cargo de um único profissional, ou, em um quadro mais favorável, de um pequeno grupo de especialistas.

Independentemente da competência técnica desses peritos, a verdade é que alguns fatores fogem completamente ao seu controle, o que faz com que essa abordagem aponte falhas que podem comprometer a segurança das informações na empresa e, por consequência, a própria continuidade do negócio.

Por mais que seja dotado de expertise na área, o ser humano possui limitações difíceis de superar. Aspectos como fadiga física e mental, por exemplo, reduzem sua capacidade de análise e produção. Mais que isso, fatores de ordem psicológica podem afetar o discernimento e comprometer a tomada de decisão.

Considerando que os ataques podem acontecer a qualquer tempo e exigem agilidade para uma resposta eficiente, é fácil concluir que deixar a questão a cargo somente de um referencial humano aumenta a vulnerabilidade das informações.

Nesse contexto, a automação se mostra um recurso do qual as organizações não podem abrir mão se pretendem manter os dados em completa segurança. Os robôs, obviamente, não sofrem com cansaço e podem atuar em tempo integral, além de ter poder de análise, fusão de informações e decisão muito mais rápido, e de lançar, confirmar e refutar hipóteses como os seres humanos fazem.

O uso da Inteligência Artificial na automação da análise

Quando se fala em segurança da informação, é preciso considerar três pilares essenciais no processo: detecção, investigação e resposta. Todos eles podem ser auxiliados por elementos de inteligência artificial, em especial a etapa de investigação.

Basicamente, isso funciona com a aplicação de conceitos de machine learning (aprendizagem de máquina), derivados dos estudos sobre redes neurais. Na prática, os computadores podem “aprender” com as informações que recebem e responder de forma cada vez mais rápida e precisa.

Por exemplo, é possível “educar” a máquina com as características dos ataques conhecidos. Ao mesmo tempo, pode-se instruí-la sobre o que configura um tráfego legítimo na rede, ou seja, que não se caracteriza uma ameaça. Com isso — e a própria experiência adquirida com ajustes ao longo do tempo — o computador expande o conhecimento e angaria embasamento para analisar e classificar novas ocorrências.

Abordagem completa: detecção, investigação, análise forense e remediação

Vamos tratar, nesse ponto, dos aspectos que configuram o tratamento completo de um ataque de cibersegurança. A detecção, como o nome indica, diz respeito à identificação de atividades maliciosas e não autorizadas. Quanto mais rápida, menor o impacto da ameaça.

A investigação é composta por várias tarefas: análise do tráfego na rede, dos computadores e servidores, e-mails e outros fatores. Face à complexidade, a automação se mostra essencial nessa fase, com a aplicação de fluxos de investigação pré-configurados e automatizados.

A análise forense serve como apoio à investigação. Ela atua fornecendo informações relevantes para que a automação consiga realizar seu trabalho com precisão e eficiência. A partir daí, é possível a ação de um analista humano, que agrega sua experiência e conhecimento para completar o processo.

Por fim, a resposta ao incidente, que pode ser automática ou manual. No primeiro caso, o próprio sistema executa ações baseadas nas regras que possui e nas características do ataque identificado, que pode ser um bloqueio de acesso, por exemplo. Nem sempre, no entanto, essa é a melhor abordagem.

Um acesso legítimo, porém incomum, pode limitar o trabalho. Nesse caso, o ideal é que o sistema automatizado sugira uma ação e que o analista de segurança a execute com base nas informações coletadas.

Como mostrado, a automação é um caminho sem volta. As maiores empresas de cibersegurança têm investido nesse viés, com resultados bastante efetivos. Naturalmente, não se pode descartar o potencial humano, de modo que a solução ideal parece apontar para um trabalho conjunto entre máquina e homem, com a primeira realizando as tarefas complexas e o processamento pesado, enquanto o outro contribui com sua experiência e sensibilidade.

Neste post, apontamos e analisamos as principais ameaças relacionadas à cibersegurança para o futuro. Gostou do texto? Então, compartilhe nas redes sociais para que seus seguidores também fiquem bem informados sobre o assunto!

Por Luciana Fernandes com colaboração de Rafael Righi

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